Pequeno Breviário Shawiano
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Não há amor mais sincero que o da comida.
Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode.
A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm.
Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.
Quem nunca esperou não pode desesperar nunca.
Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra.
O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade.
Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; a outra, de alcançá-lo.
Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o Governo e a opinião pública lhes permitem fazer.
(Jogo de xadrez) É um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo.
O lar é a prisão da moça e o hospício da mulher.
O martírio... é a única maneira de ganhar fama sem ter competência.
Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele.
Não faças aos outros o que queres que te façam; os gostos deles podem ser diferentes dos teus.
Neste mundo sempre há perigo para aqueles que o temem.
Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de versões.
Nunca espero nada de um soldado que pensa.
Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha.
Não gosto de sentir-me em casa quando estou no estrangeiro.

George Bernard Shaw (1856-1950), polemista e dramaturgo, nasceu em Dublin e iniciou sua carreira como crítico de artes. Exercitou a ficção e o ensaio, mostrando o poder de fogo da ironia cortante e a visão do mundo peculiar em que vivia. Consagrou-se no teatro, deixando clássicos como "A profissão da sra. Warren" (1902) e "Pigmalião" (1913), esta última, sua peça mais popular, e que, em 1964, deu origem ao filme "My fair Lady". O autor foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1925.
Obras do autor acessíveis em tradução brasileira:
Dramas:A conversão do pirata
Cândida
Casa de Orates
César e Cleópatra
Homem e super-homem
Major Bárbara
O dilema do médico
O homem e as armas
O homem e o destino
Pigmalião
Santa Joana
Volta a Matusalém
Ensaios: Quem sou o que penso
Novelas: Aventuras de uma negrinha que procurava Deus
As frases acima foram extraídas do livro "Socialismo para milionários", Ediouro - Rio de Janeiro, 2004, pág. 109. Tradução e esboço biográfico de Paulo Rónai.FONTE: Releituras Autor(a): Bernard Shaw
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Gostei. Bem lembrado
Comentário Enviado Por: Wilson Em: 22/7/2012
Bernard Shaw é um patrimônio da literatura mundial
Comentário Enviado Por: Hilda Canário Em: 22/7/2012
Beleza pura
Comentário Enviado Por: Lili Em: 22/7/2012
Bah, que show
Comentário Enviado Por: Gina Em: 22/7/2012
Bernard Shaw ganhou o Nobel de literatura em 1925
Filho de uma família protestante, Bernard Shaw teve uma instrução irregular, recebendo aulas particulares de um tio.
Aos 16 anos seus pais se separaram e sua mãe e sua irmã foram morar em Londres. Ele ficou com o pai em Dublin e passou a trabalhar em um escritório. Com o desejo de se tornar escritor, também mudou-se para Londres em 1876.
Bernard Shaw escreveu cinco romances (o primeiro deles intitulado "Immaturity"), sem publicá-los. Acabou se envolvendo com a política e, ao fazer comícios, desenvolveu um discurso enérgico, percebido em seus textos.
Com Beatrice e Sidney Webb fundou a Fabian Society, uma organização que visava transformar a Grã-Bretanha num estado socialista por meio de uma legislação progressista, com base na educação das massas.
Shaw dava palestras e escrevia panfletos. Paralelamente Shaw trabalhou como crítico de arte e crítico musical e, posteriormente, como crítico teatral para a "Saturday Review".
Em 1891, escreveu sua primeira peça, "The Widower's Houses". Ao longo dos anos seguintes, produziu mais de uma dúzia de peças, embora poucos teatros de Londres quisessem produzi-las. São dessa época "Arms and The Man" e "Mrs.Warren's Profession".
Em 1898, após uma enfermidade, Shaw se aposentou como crítico teatral e se casou com Charlotte Payne-Townsend, uma irlandesa de posses. O casamento durou até a morte de Charlotte, em 1943.
Em 1912, Shaw escreveu "Pigmaleão", que se transformaria no musical "My Fair Lady".
O escritor permaneceu atuante na Fabian Society, no governo da cidade e nos comitês encarregados de eliminar o rigor da censura na dramaturgia e de fundar um teatro nacional subsidiado.
O início da guerra, em 1914, representava, para Shaw, a queda do sistema capitalista e um trágico desperdício de jovens. O escritor passou a expressar suas opiniões em uma coluna jornalística, intitulada Consenso sobre a guerra. Esses artigos se transformaram em um desastre para a imagem de Shaw, que passou a ser tratado como um despatriado e até um traidor.
Shaw só conseguiu escrever uma única grande peça durante os tempos da guerra, "Heartbrake House", na qual projetava sua amargura e desesperança em relação à política e à sociedade britânicas.
Após a guerra, Shaw produziu uma série de cinco peças, entre elas "Back to Methuselah" e "Saint Joan". Em 1925, ganhou o prêmio Nobel de Literatura.
Em 1950, Shaw caiu de uma escada, quando enfeitava uma árvore em sua propriedade, na cidade de Hertfordshire, arredores de Londres. Faleceu poucos dias depois devido a complicações do acidente, aos 94 anos de idade.
Comentário Enviado Por: Margarida Pires Em: 22/7/2012
Um craque
Comentário Enviado Por: Messias Em: 21/7/2012
maravilhas
Comentário Enviado Por: Elisa Pacheco Em: 21/7/2012
Uma glória da inteligência mundial.
Comentário Enviado Por: william porto Em: 21/7/2012
Não é à toa que Bernard Shaw é tão lido e respeitado
Comentário Enviado Por: Luís Alberto Furtado Em: 21/7/2012
Muito legal
Comentário Enviado Por: Odete Em: 21/7/2012
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