Festa de São Marçal 2012 em São Luís do Maranhão
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A Festa de São Marçal, oficialmente fecha os festejos juninos em São Luís. Como algumas histórias antiga de manifestação popular, podem haver divergências sobre sua origem, mas há registros que data de 1928 e que "Um dos principais responsáveis por esse acontecimento foi o Sr. José Pacífico de Moraes, mais conhecido como Bicas, nascido em 1901 e falecido em 1972. Tudo começou quando ele após assistir no bairro Anil, diversas apresentações de bumba meu boi, principalmente dos grupos do Sítio do Apicum e de São José dos Índios, o morador do João Paulo ficou bastante empolgado e resolveu contratar as duas brincadeiras para fazerem apresentações no seu bairro".

"A Festa de São Marçal, que oficialmente encerra os festejos juninos em São Luís, surgiu a partir da proibição aos grupos de bumba-meu-boi, de cunho popular, de seguirem para a área do centro da cidade, sob pretexto de manutenção da segurança, ordem e tranquilidade.
A polícia não permitia que os brincantes passassem do areal do João Paulo. Lá mesmo, eles se encontravam. Havia uma disputa grande e, muitas vezes, violenta entre os grupos.
O encontro dos bumba-boi foi então se consolidando a cada ano e se expandiu, tomando proporções gigantescas. Devido ao crescimento da brincadeira, durante algum tempo ela se afastou do bairro. Em 2006, a Prefeitura de São Luís, depois de ter sancionado a lei que alterou o nome da Avenida João Pessoa para São Marçal, atribuiu à Festa de São Marçal título de bem cultural e imaterial, transformando a data no Dia Municipal do Brincante de Bumba-Boi, além de decretar o dia como ponto facultativo municipal."


Origem da festa do Dia de São Marçal em São Luís
Avenidas São Marçal, Getúlio Vargas e Kennedy serão inteditadas
Tudo pronto para a tradicional festa de São Marçal, em São Luís
Veja a festa na Avenida São Marçal
Arraial Literário do Poeta: Vitrine Literária (2012)
4 roteiros de casamento na roça (Festas Juninas) (09.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7638
Acervo literário: Festas Juninas no Site Lima Coelho (2007-2011) (09.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7641
Briguei com Santo Antônio - Dalinha Catunda (11.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7649
A tradição do milagroso Bolo de Santo Antônio (13.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7661
Dona Luisinha e Dr. Mundico & Noivos de Santo Antônio - Luís Alberto Furtado (13.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7662
Noite de São João - Alberto Caeiro (16.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7681
A festa junina na floresta - Neuza Razza (18.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7688
A grande fogueira de São João (19.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7699
Poemas à fogueira - Arthur Nery Marinho (20.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7709
Festas de São João agitam o mês de junho no nordeste brasileiro - Rafael Bergamaschi (24.06./2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7711
Crônica junina de Florença - Antônio Cristóvão e Graça (27.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7721
São João, tempo de fé e diversão! - Pablo Buás (28.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7728
As festas juninas de Dona Luisinha - Luís Alberto Furtado (28.06.2012)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=7732
Acervo literário: Festas Juninas no Site Lima Coelho (2007-2011)
Arraial Literário do Poeta: Vitrine Literária (2012)
Autor(a): Várias fontes
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Milhares de pessoas prestigiam desfile de bumba-meu-boi na Avenida São Marçal
JOÃO PAULO
A 85ª festa reuniu mais de 40 brincadeiras do sotaque de matraca para reverenciar o santo padroeiro da manifestação cultural
POR VALQUÍRIA FERREIRA
Milhares de pessoas do Maranhão e de outros estados brasileiros se reuniram durante todo o dia de ontem (30), na festa em homenagem a São Marçal, na avenida batizada com o nome do santo, no Bairro do João Paulo. Segundo a organização do evento, mais de 40 brincadeiras de bumba-meu-boi, do sotaque de matraca, desfilaram pela avenida, marcando o fim dos festejos juninos em São Luís.
A tradicional festa cultural teve inicio às 6h, com a apresentação do boi de matraca Riso da Mocidade, do município de Timon; seguido pelas demais brincadeiras, que se aproximaram do palco principal para a apresentação num tempo de 25 minutos. No entanto, muitas brincadeiras se concentravam em frente ao 24° Batalhão de Caçadores e formavam filas até chegar ao palco principal. Grandes batalhões, como o do Boi da Maioba e do Maracanã, participaram da festa. “Esta é a primeira vez que venho a São Luís, aproveitei para prestigiar essa grande manifestação cultural e estou gostando muito”, contou Lourdes Azevedo, turista de Fortaleza (CE).
Uma jovem gestante de nove meses, mesmo prestes a dar à luz, não deixou de prestigiar as homenagens a São Marçal. “Tenho o costume de todos os anos participar da festa, e neste não poderia ser diferente, apesar de estar grávida de nove meses”, contou Patrícia Barbosa Costa, de 20 anos, moradora do João Paulo.
A 85ª Festa de São Marçal foi organizada por seis pessoas que fazem parte do Instituto São Marçal de Desenvolvimento Cultural e Social, situado na Rua Antônio Bayma, n° 184, no Bairro do Caratatiua. “O Instituto foi criado para nos dar respaldo jurídico, em relação aos projetos, e para nos dar amparo legal na realização desse grande evento cultural”, disse Raimundo Moraes, presidente do Instituto São Marçal.
Até ao meio-dia de ontem, cerca de 18 brincadeiras havia desfilado na Avenida São Marçal. Segundo Raimundo Moraes, a expectativa para o restante do dia e a noite era a apresentação de mais 25 brincadeiras.
Tradição e resistência – Brincantes de vários municípios desfilaram e demonstraram a fé ao santo considerado pelos brincantes como padroeiro dos bois de matraca. “Me preparei o ano todo para esta festa, amanheci na avenida para homenagear São Marçal e vou ficar durante todo o dia”, contou Rosenilde Vieira da Silva, que é Chapéu de Fita do Boi de Itapera, do município de Icatu.
O Caboclo de Pena do Boi de Ribamar, Wilson Bandeira, de 47 anos, contou o segredo para permanecer brincando o dia inteiro. “Bebo muita água, muita cerveja, cachaça e namoro bastante. De outra forma não tem como aguentar o dia todo”, contou.
Ao fim do desfile de cada brincadeira, a comissão organizadora homenageou cada boi de matraca com uma comenda com o rosto de São Marçal, com destaque para os 400 anos de São Luís, confeccionada pelo artista conhecido como “Sereno”.
Neste ano, a Festa de São Marçal contou com um grande e bem estruturado aparato de segurança e saúde, para proporcionar um ambiente tranquilo às pessoas que saem de casa para participar do festejo. De acordo com a organização do evento, 600 homens da Polícia Militar foram à Avenida São Marçal fazer a segurança e para garantir a ordem no local; e ainda, equipes do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Blitz Urbana, Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Polícia Civil, e três ambulâncias, sendo uma do Corpo de Bombeiros e duas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), deram apoio na grande festa. Além disso, foi montado um Posto de Saúde no 24° BC, com médicos para realização de primeiros socorros.
Dando continuidade à tradição de mais de 20 anos, o 24° Batalhão de Caçadores distribuiu caldo de feijão e água para os brincantes e admiradores da festa. Foram distribuídos mais de 15 mil copos com caldo de feijão para ajudar os brincantes a aguentar o dia de homenagens ao santo padroeiro dos bois de matracas.
São Marçal – O santo é reverenciado como o padroeiro dos bois de sotaque de matraca, conhecido também, como sotaque da Ilha. São Marçal é homenageado desde 1928, com o encontro de bois; no entanto, foi em 1985 que a festa começou a ser realizada na Avenida São Marçal, no Bairro do João Paulo, antiga Avenida João Pessoa.
A festa sempre acontece no dia 30, dia do santo, marcando o fim da temporada junina. São Marçal foi o primeiro bispo de Limoges, na França (Gália), no século III da era cristã. É venerado como mártir pelo catolicismo popular, apesar de não ser reconhecido como santo pela Igreja Católica. Não há informações precisas sobre sua origem e seus feitos. No entanto, a imaginação popular o transformou em um apóstolo do século I. Segundo as lendas, ele teria feito muitos milagres. Trazer um morto de volta à vida ao tocá-lo com uma vara dada por São Pedro foi o mais famoso ato atribuído ao santo.
http://www.jornalpequeno.com.br/2012/7/1/milhares-de-pessoas-prestigiam-desfile-de-bumba-meu-boi-na-avenida-sao-marcal-202422.htm
Comentário Enviado Por: Charles Lamounier Em: 02/7/2012
São Marçal é festejado por bois de matraca em festa de resistência
Encontro que chega a sua 85ª edição, durou todo o dia na avenida que leva o nome do santo; público estimado foi de 350 mil pessoas.
Jock Dean
Da equipe de O Estado
Índias, caboclos de pena, de fita, rajados, vaqueiros, matraqueiros, pandeireiros, cantadores de pelo menos 34 grupos de bumba meu boi de matraca e uma multidão estimada de 350 mil brincantes transformaram o bairro João Paulo em um grande arraial ao ar livre para manter viva a tradição de homenagear São Marçal, santo que encerra a temporada junina na capital. A festa, que é realizada há 85 anos, durou todo o dia de ontem e começou ainda na madrugada na avenida que leva o nome do santo.
O sol ainda não tinha raiado quando os primeiros grupos de bumba meu boi, saídos diretamente dos arraiais em que tinham se apresentado na noite de sexta-feira, dia 29, começaram a chegar na Avenida São Marçal, no João Paulo, onde, há 85 anos é realizado o encerramento dos festejos juninos de São Luís. Um dos primeiros grupos a passar por lá foi o Boi da Vila Palmeira, que chegou ao largo pouco depois das 4h, dando início ao batuque das matracas que tomaram conta do festejo até o fim do dia. Os bois de São José dos Índios, Bairro de Fátima e Itapera também foram alguns que abriram o festejo.
Mas foi a partir das 6h que a festa ocupou toda a avenida, quando os 150 integrantes do Boi da Maioba, que tem 115 anos de tradição e esteve no primeiro encontro, em 1928, chegaram ao local, após cinco apresentações na noite anterior. Apesar de toda a correria do ritmo de apresentações durante todo o período oficial de festejos de São João, os brincantes demonstravam disposição para mais um mês de festa. “Não tem como parar. Basta as matracas e pandeirões começarem a ecoar que a gente sai dançando”, disse Carlos Teixeira, que há 12 anos é caboclo rajado do Boi da Maioba.
Resistência - Quem também estava na sua sexta apresentação seguida era o Boi de São José de Ribamar que chegou ao João Paulo às 7h, após encerrar sua última apresentação da noite por volta das 5h, no arraial da Vila Flamengo. O grupo, que completou 36 anos de fundação, tinha como destaque a índia Vitória Rocha, de apenas 5 anos. “Minha mãe é cabocla no boi. Foi ela que me botou para dançar, mas eu dormi bastante à noite, por isso não estou cansada”, comentou.
Cansaço também não era problema para um grupo de idosos que conseguiu lugar em um palco armado na Praça Ivar Saldanha especialmente para eles assistirem às apresentações de camarote. Mas Maria do Carmo Rocha, que comemorou 82 anos no dia de São Pedro, fez questão de pegar suas matracas e ir para o meio da multidão. “Eu venho à festa há 10 anos. Chego bem cedinho e só vou embora depois do meio-dia”, afirmou.
O sol já estava forte e o calor aumentava por causa das inúmeras fogueiras acesas ao longo da avenida para os pandeireiros afinarem seus instrumentos, quando outro batalhão centenário, o de Maracanã, um dos mais tradicionais da Ilha, chegou ao palco principal da festa, onde o público aguardava ansioso pela sua chegada. Nas letras das toadas, como de costume, não faltaram provocações ao Boi da Maioba, seu maior rival. “Mas a briga fica só na toada. O São João é uma festa de todos, tem espaço para todos os bois e quem ganha é o público”, comentou Ribinha, um dos cantadores.
Pela avenida, na festa rica em cores e ritmos, os grupos arrastavam uma multidão de pessoas com suas matracas. Não fosse pelas indumentárias, seria impossível saber quem era integrante dos grupos de bumba meu boi e quem foi à Avenida São Marçal apenas para se divertir. Para garantir a animação de todos, o Exército servia caldo de feijão e distribuía água. Se faltava caracterização, ambulantes espalhados ao longo de toda a via vendiam adereços típicos da temporada junina e, quando o cansaço falava mais alto, muros e calçadas serviam de apoio. “O importante é não deixar a festa parar”, disse Estevão Raposo, do Boi de Ribamar.
Mais
Como forma de incentivar os grupos de bumba-meu-boi que anualmente passam pela Avenida São Marçal, a organização do evento, desde 2006, distribui troféus simbólicos de São Marçal para os grupos. Cada cantador recebe o seu. Este ano, a festa completou 85 edições. A primeira aconteceu em 29 de junho de 1928 e na ocasião reuniu os bois do Sítio do Apicum, do Lugar dos Índios e da Maioba.
Números
34 grupos de bumba meu boi se apresentaram no João Paulo
350 mil pessoas, segundo a organização do evento, passaram pela avenida, da madrugada até o início da noite de ontem
350 policiais militares fizeram o policiamento na área
300 oficiais do Exército reforçaram a segurança e o atendimento médico
540 kg de feijoada foram servidos aos participantes
15 mil embalagens de água gelada foram distribuídas aos brincantes
http://maranhaomaravilha.blogspot.com.br/2012/07/sao-marcal-e-festejado-por-bois-de.html
Comentário Enviado Por: Charles Lamounier Em: 02/7/2012
Parabéns Lima Coelho
Comentário Enviado Por: Dulce Maia Em: 01/7/2012
O Maranhão é o estado brasileiro que melhor cuida do folclore e das festas populares. Digo isso sem medo de estar exagerando.
Comentário Enviado Por: Leila Jalul Em: 01/7/2012
Fiquei encantada com a festa. Desejei conhecê-la ao vivo
Comentário Enviado Por: Eleuza Xavier Em: 30/6/2012
São Marçal
30/06 - São Marçal foi bispo de Limoges, França, no século III da era cristã. Não há informações precisas sobre sua origem, data de nascimento ou morte - nem tampouco sobre os atos praticados em seu bispado.
Sabe-se com certeza apenas que, durante o consulado de Décio e de Grato, sete bispos foram enviados de Roma para a Gália para pregar o Evangelho. Gatien seguiu para Tours, Trofimo para Arles, Paulo para Narbonne, Saturnino para Toulouse, Denis para Paris, Austromoine para Clermont e Marçal para Limoges. Como sempre se fazia acompanhar por dois padres trazidos por ele do Oriente, cogita-se que Marçal também tenha vindo de lá. De qualquer sorte, o fato é que ele foi bem-sucedido na conversão dos moradores de Limoges, onde tornou-se uma figura venerada.
A imaginação popular, tão propensa a criar lendas e fantasias, logo transformou São Marçal em um apóstolo do século I, enviado à Gália pelo próprio São Pedro. Ali, ele teria evangelizado não apenas a província de Limoges, mas toda a Aquitânia. Ainda segundo as lendas, São Marçal fez muitos milagres, como o de trazer um morto de volta à vida ao tocá-lo com uma vara dado por São Pedro.
Em 'A Vida de São Marçal', obra atribuída ao Bispo Aureliano, seu sucessor, mas na verdade um trabalho escrito no século XI, todas as lendas criadas em torno da vida do santo ganharam uma ampla divulgação junto à cristandade, tendo acrescentando ainda outras, tais como a de que ele teria nascido na Palestina e sido um dos setenta e dois discípulos de Cristo, que estava presente na Santa Ceia e assistido à ressureição de Lázaro, que foi batizado pelo próprio São Pedro etc.
Atualmente, já está provado que a honra devida a São Marçal não se deve à lenda de que ele teria sido um dos setenta e dois discípulos de Cristo, mas sim por ter sido o primeiro pregador da fé cristã em Limoges - e nada além disso. Buissas, Bispo de Limoges, fez uma petição à Santa Sé em 1853 para que São Marçal não fosse privado das honras recebidas a tanto tempo. Pio IX, em seu decreto de 08 de maio de 1854, recusou-se a dar a São Marçal o título de discípulo de Cristo, afirmando ainda que apenas a sua veneração era muito antiga. Existem duas epístolas na Biblioteca de Patrum atribuídas a São Marçal, mas ambas são consideradas apócrifas.
Fonte: http://www.patrimonioslz.com.br/
Comentário Enviado Por: Charles Lamounier Em: 30/6/2012
Notícias / Fé e devoção
Milhares de pessoas amanhecem no Largo de São Pedro para homenagens
Grupos de bumba meu boi lotaram a Capela de São Pedro, na Madre Deus.
André Lisboa/ O Estado
30/06/2012 00h52 - Atualizado em 30/06/2012 11h46
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SÃO LUÍS - Fé e festa. Com essas duas palavras, pode-se condensar o amanhecer na Capela de São Pedro, na Madre Deus. Por lá passaram milhares de pessoas desde o fim da noite de quinta-feira até o raiar do dia 29, dedicado ao santo católico. No Centro, a imagem do pescador de homens, adornada com fitas, com miniaturas de novilhos de bumba meu boi e outros adereços, estava de frente para o Bacanga.
Em um dos momentos que marcam a despedida do período junino em São Luís, grupos de bumba meu boi, principalmente de sotaque de baixada e de zabumba do interior do Estado,reuniram-se no Largo de São Pedro para festejar e reverenciar o santo. Os brincantes foram pagar promessas, fazer preces e renovar os votos depois demais um São João. Turistas, artistas, intelectuai se moradores das imediações foram atraídosao local pela mística religiosa e pela movimentaçãocultural e tornaram pequeno o Largo e as ruas próximas à capela.
Da chegada de ônibus fretados carregados de brincantes à subida pelos inúmeros degraus da escadaria que dá acesso à entrada principal da capela, os grupos de bumba meu boi perambulavama o lado dos espectadores em uma proximida de impossibilitada pelos palcos de apresentação no arraial. Motivados por esses contatos, espectadores misturavam-se aos brincantes, confundiam-se com eles, tocando instrumentos como pandeiros, maracás e matracas.
Desde a meia-noite, quando começou a chegada dos grupos, centenas de pessoas já esperavam para mais uma celebraçãodo Dia de São Pedro. Foram dezenas de grupos que, com índias, cablocos de pena, rajados, novilhos, ao som de diversos instrumentos,principalmente zabumba, pandeirõese matracas, imergiram dentro da igreja em um ritmo quase carnavalesco.
Religiosidade
O lado profano da consagraçãodos bois a São Pedro não impediu as demonstrações de fé dos católicos mais conservadores, que foram, desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, fazer orações e rezas. Devotos de todas as idades levaram o reconhecimento de sua fé para o altar. Houve aqueles que subiram a escadaria da capela de joelhos.
Antes das 7h, a católica Maria da Conceição Duarte prostrou-se diante da imagem do santo no centro do templo para orar em agradecimento por uma graça alcançada. Ela havia perdido parcialmentea visão e não pôde ir no ano passado à capela. Este ano, depois de alcançar a graça de voltar a ver com precisão, ela retomou o hábito de visitar o local no Dia de São Pedro e agradecer por todas as dádivas enviadas por Deus. “Este é o meu santo forte. Estou aqui para agradecer muito por ter voltado a enxergar após uma cirurgia”, declarou a aposentada, de 73 anos.
Dezenas de brincantes dos grupos de bumba meu boi, ao entrarem na capela, paravam diante da imagem para agradecer graças alcançadas por intervenção do santo. Choro, lágrimas e suor estavam nos rostos dealguns que associam a conclusão da brincadeira do São João a uma promessa que está além de simples diversão. Ajoelhados, os miolos dos bois mostravam sua devoção e reconheciam a sua forçados céus para estar nomeio da festa, conduzindo o novilho sem vacilar durante as apresentações.
Tradição encanta turistas
Havia aquelas pessoas que estavampela primeira vez olhando uma demonstração diferente de fé, que reúne o catolicismo popular com a festa junina. Um deles foi o percussionista Osvaldo Pomar, de Florianópolis, que passou a temporada de São João em São Luís para acompanhar o ritmo do tambor de crioula. Conhecedor da cultura maranhense há mais de 10 anos, esta foi a sua primeira viagem à Ilha para sentir na carne o som do folclore maranhense. “A marcação, a batida, os cantos, tudo soa diferente e tem uma originalidade diferente de tudo que eu já vi”, afirmou ele, que se diz feliz coma viagem a SãoLuís.
Outra viajante em busca de ritmos diferentes, a dançarina Susana Leal pesquisa danças que têm raízes na cultura da África Ocidental. Portuguesa, natural de Lisboa, ela já visitou o Brasil cinco vezes embusca do conhecimento sobre diversos tipos de coreografias. “Estar aqui é uma alegria porque pude conhecermuito mais da expressão corporal do tambor de crioula, que me fascinou especialmente. Estou grata porter conseguido chegar aqui em cima, no Norte do Brasil, que é muito rico culturalmente”, comentou a portuguesa.
Além de turistas, estudantes, artistas, pesquisadores, empresários,moradores, o públicoque esteve na Capela de São Pedro para assistir às demonstraçõesde fé e entrar na festaera completamente heterogêneo. Pessoas de diversas classes sociais e grupos distintos se reuniram com um único motivo: louvar por mais um anoa cultura maranhense em um de seus pontos altos. O empresário Gibran Santos, que há 10 anos participa da festa, começou a frequentar o local logo queentrou na faculdade. “Descobria Festa de SãoPedro e nãodeixei mais de vir. Transformou-se em um ritual e em tradição pessoal acompanhar tudo isso”, afirmou.
http://imirante.globo.com/noticias/2012/06/30/pagina312482.shtml
Comentário Enviado Por: Charles Lamounier Em: 30/6/2012
Encontro de bois de matraca reúne 'batalhões' na Avenida São Marçal
Festa em homenagem ao santo é realizada há 85 anos, no João Paulo.
Mais de trinta grupos de bumba meu boi se apresentam hoje na avenida.
Do G1 MA com informações da TV Mirante
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A festa do Bumba Meu Boi para São Marçal, no bairro do João Paulo, em São Luís, o tradicional encontro dos bois de matraca, realizado há 85 anos, reúne hoje vários "batalhões" da ilha. A festança em homenagem ao santo começou ainda na madrugada, como mostra a reportagem do JMTV 1ª Edição de sábado (30).
Pandeirões e matracas comandando os pés descalços das índias. Numa coreografia que encanta e envolve a todos, sejam maranhenses ou turistas que ficam impressionados com o que vêem.
Mais de trinta grupos de bumba meu boi vão se apresentar na Avenida São Marçal. O encontro dos bois de matraca é uma tradição que há 85 anos une folclore, religiosidade e uma enorme paixão por essa cultura maranhense que é única.
Tradição passada por gerações, como aconteceu com Talysson, por exemplo. Apenas dois anos de idade e já conheceu a Avenida São Marçal de matracas nas mãos e para orgulho do avô.
Comentário Enviado Por: Laura Antunes Em: 30/6/2012
Muito bonito. Pura cultura.
Comentário Enviado Por: william porto Em: 30/6/2012
Muita beleza e empenho popular
Comentário Enviado Por: Túlio Maranhão Em: 30/6/2012
São Marçal, o discípulo de Cristo
São Marçal teria sido um dos setenta e dois discípulos de Cristo que o seguiu continuamente. Com quinze anos, foi batizado por São Pedro. Segundo a tradição, ele era o garoto que tinha os cinco pães de cevada e dois peixes, quando Jesus Cristo fez o milagre da multiplicação dos pães e alimentou cinco mil homens no deserto, conforme relata São João no seu Evangelho. Ele estaria na última Ceia, ajudando Cristo a lavar os pés dos discípulos.
Depois da Ascensão do Senhor, esteve com São Pedro na Judéia, durante cinco anos, e depois sete anos em Antioquia, seguindo com Pedro para Roma, no quarto ano do imperador Cláudio. Foi enviado à França com a missão de pregar o Evangelho, conforme a ordem recebida por São Pedro, em uma visão de Jesus Cristo. Foi um dos primeiros a edificar um altar dedicado a Nossa Senhora.
São Marçal teria feito muitos milagres em vida, ressuscitando mortos, recuperando paralíticos, e acabando com incêndios, somente com o toque do seu cajado. Por tal razão é invocado, de modo particular, contra incêndios. Homem de muita oração e jejuns constantes, somente alimentava-se pela tarde, e andava sempre descalço. Veio a falecer, de febres, aos vinte e oito anos de episcopado, com a idade de cinqüenta e nove anos.
Comentário Enviado Por: OO Em: 30/6/2012
Um show arrasador
Comentário Enviado Por: Daniel Bastos Em: 30/6/2012
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