
Est� p�gina foi escolhida pelo MeioDia.Net, como uma da melhores do mundo.
Selo - Links & Sites
Sele��o dos melhores sites do Brasil!
8º. dos Contos da Mel
Enquanto folheava a revista não pude conter um sorriso. Havia uma matéria sobre o último reduto hippie: Christiania, em Copenhague, na Dinamarca, estabelecido em 1971, como um território livre e autogestionado, oriundo da ocupação de barracos de uma área militar desativada na periferia da cidade, incitada por idéias veiculadas no Head Magazine, um jornal alternativo.
Ao ler, fiquei emocionada. Tenho uma ligação afetiva antiga com Christiania. Eu, hippie? Nem tanto. Talvez um pouquinho. Talvez nem um pouquinho. Sou fascinada pelo esvoaçar, pela fluidez e pelo brilho da despretenciosa moda à la Woodstock e pelas estilosas caftans, batas e túnicas à la Black Power. Vejam como lhes parece.
Ao conhecer André virei um pouco hippie. Mais de cabeça do que de prática. Explico-me.

Passei a ler sobre a filosofia hippie, cujo lema era Paz e Amor. E gostei. Naquela época, anos 1980, para dizer gostei, dizíamos: “me amarrei”. Bonito, não? Ainda acho.
Acredita? Como uma capitalista não tão desumana, apenas “certinha” – um bom emprego, morando bem, vivendo bem... – se envolve com um hippie, alguém sem emprego, sem casa, sem nada, que diziam que nem sempre tomava banho, pois quem vive nas ruas não encontra onde tomar banho? E o mais grave e pior, que acha que está certo viver assim?
Acontece. Comigo aconteceu.





Com o hippie, adentrei nos meandros da teoria anarquista. Ou é filosofia anarquista? Felizmente, quando o conheci, Zélia Gattai já escrevera o maior verniz cultural sobre o anarquismo que adquiri em minha vida, um livro de memórias familiar: “Anarquistas, graças a Deus” (Record, 1979), no qual pude compreender “en passant”, bem por alto mesmo, a pregação da utopia anarquista de uma sociedade sem leis, sem religião, sem propriedade privada, de igualdade entre mulheres e homens.
Já conhecia também a vida da anarquista Emma Goldman (1869-1940), russa nascida em Kovno (hoje Kaunas, na Lituânia) – expoente do radicalismo e feminismo norte-americanos entre 1890-1917 – que dizia que “não é da negação do masculino que surge o feminino”.
Isto é, que a mulher não se faz a partir da sombra do homem e que o problema de amar e ser amada é que amar não se traduz obrigatoriamente em submissão. Com Emma Goldman aprendi que devo ser responsável por mim. Em outras palavras, a independência econômica para as mulheres é um caminho indispensável para aspirar à felicidade com autonomia.
André era um hippie alto, branco de olhos verdes, usava sandálias artesanais de couro com umas roupas bem transadas – de algodão de saco, brancas ou artesanalmente tingidas – era um estilo chamado “moda hippie” que, inegavelmente, revolucionou a moda deixando sua marca para sempre, tendo instaurado o estilo unissex: calça comprida, batas e túnicas. Estilistas dizem que pela primeira vez na história mulheres e homens se vestiam do mesmo jeito. Para mulheres a moda hippie é pródiga em detalhes e acessórios de inspiração indiana, desde tecidos a estampas com motivos indianos, africanos e florais; bordados, miçangas, brilhos, rendas, bolsas, lenços, bijouterias, etc.
A moda hippie conceitualmente é uma antimoda criada como referência estética para evidenciar, através do estilo e da aparência, uma postura de protesto contra o status quo. Pela concomitância de ocorrência na mesma época, nas releituras da moda hippie, que volta e meia acontecem, há muita inclusão do estilo Black Power.
Até a boneca Barbie se vestiu de hippie nos anos 70: calça de patchwork, bata indiana, franjas e óculos redondinhos
Conheci André numa esquina de minha rua vendendo colares e brincos de porcelana, verdadeiras obras de arte. Era o hippie de sempre daquele ponto, há mais de dois meses. Parei para apreciar o seu trabalho algumas vezes. Sempre havia muita gente em volta de sua barraca móvel. Pouco conversamos. Perguntava os preços e ele respondia.
Um dia, estávamos sozinhos e ele, corajosamente, olho no olho, ousou falar: “se você não levar os brincos dos quais gostou, não almoçarei hoje. Mas gostaria de almoçar porque estou com fome”.
Olhei para ele. Há mais ou menos uma semana comprei um par de brincos em sua mão. De repente, aquela voz, aquele jeito desamparado, quase doce... queria aquele homem em minha cama. Não pensei muito. Olhei aquelas mãos que faziam “bijus” tão finas de porcelana de rara beleza, e perguntei, na “lata”, se ele gostaria de almoçar comigo.
Ele, que nem pareceu assustado, e é uma lembrança que ainda mexe muito comigo, começou a arrumar as suas coisas, que ia colocando numa mochila, e apenas quando terminou disse: vamos.
O fato é que fiquei parada numa esquina por uns dez minutos esperando um hippie arrumar seus pertences para levá-lo para a cama. Parecia maluco. E era. Mas como só eu sabia, tudo bem. Normal. Normal? Evidente que não era. Mas fiz de conta.
Ele abriu um largo sorriso e depois de acariciar meu braço vagarosamente, murmurou em meu ouvido: “você me excita muito, veja”. E enlaçando-me pela cintura, encostou o seu corpo no meu. Senti uma onda de tremor no corpo e a minha calcinha umedecendo... e, tantanatan, um homem que me faz molhar as calcinhas eu levo pra cama!
André, segundo confidenciou tempos depois, só não imaginava que eu o levaria para a minha casa, que ficava a meio quarteirão da sua esquina. E lá... tantantan... Rolou. Antes do almoço mesmo. Ainda no banheiro. E depois na cama. Ele era um amante daqueles que a gente quer para sempre. Há homens que terminada a transa você só quer ficar aninhada entre os braços dele... são os que ficam em nossa lembrança para sempre.
Almoçamos. Deitamos um pouco. Eu precisava voltar ao trabalho. Perguntei se ele gostaria de ir ao cinema à noite. Disse não, pois não tinha roupa condizente para sair comigo.
E enquanto falava ia passando uma das mãos entre as minhas pernas, numa carícia suave, pura delícia, como se fosse uma pluma. É, André possuía dedos de pluma! Eu me sentia intumescendo enquanto ele deslizava o dedo com uma suavidade, bah! Enlouqueci quando ele levou o dedo que me acariciava à sua boca e ficou lambendo, lambeeeeeeeeeeeendo e voltou a me acariciar e a dizer palavras eróticas em meu ouvido, até que... gemi!
Nem vi quando voltamos para a cama... Tirou a minha roupa lentamente, o quê para mim pareceu uma eternidade... sentia como se estivesse sendo embalada pelos braços dele.
Saiu antes de mim. Quando passei na esquina ele estava lá a posto vendendo seu artesanato.
E eu, uma mulher respeitável, nem perto passei.
Durante uns seis meses, eu levava o hippie para almoçar, pelo menos umas três vezes por semana, sob os olhos de reprovação do porteiro, do síndico e de todo mundo do prédio. Ele jamais passou uma noite em minha casa. Nunca o convidei e ele jamais insinuou querer.
Porém, nossas conversas eram quase intermináveis. Aprendi muito com ele. Mais velho que eu quase dez anos, era uma enciclopédia ambulante da filosofia do “Faça amor, não faça a guerra”, slogan mais firme das manifestações contra a Guerra do Vietnã (1963-1970).
– Se há uma palavra para descrever a década de 1960 é contestação. A começar pela comunidade científica que colocou em xeque os poderes e os limites da ciência, sobretudo através do Movimento Científico Radical, nos EUA e na Europa, que questionava os modelos de produção da ciência.
Woodstock, 1969
Woodstock, 1969
Nos anos 1960 era visível a rebeldia da juventude, sobretudo estudantes, cujo registro maior são o maio de 1968 em Paris e os protestos contra a Guerra do Vietnã e as armas nucleares. Destaco o surgimento do Movimento Ambientalista/Movimento Ecológico. Eis o contexto da eclosão do Movimento Hippie – que aspirava novos estilos de vida, via retorno à natureza e um modo de ser mais contemplativo, explícito no lema “Paz e Amor”, mas protestava-se com flores, músicas e drogas.
– E Woodstock?
Woodstock, 1969
Woodstock, 1969
– Estive lá. O Woodstock Music & Art Festival (Woodstock, Nova York, 15 a 17.08. 1969) é lendário. Consagrou a contracultura, alicerçado no tripé: sexo livre, drogas e rock-and-roll. Jamais tive interesse em drogas. Nem todo hippie é adepto das drogas. Aderi à contracultura quando estava terminando a universidade. Me formei em direito, mas nunca exerci a advocacia. Logo depois aprendi a mexer com cerâmica. Sou um artista.
– Eu imagino a beleza de 500 mil jovens ouvindo Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker e Jefferson Airplane. Por que o Festival não foi em San Francisco, berço do movimento hippie?
Jimi Hendrix, Woodstock, 1969
Joe Cocker, Woodstock, 1969
Santana, Woodstock, 1969
– Era preciso realizar eventos em outros lugares. Até então, praticamente tudo acontecia em San Francisco. Mas depois do espetacular sucesso do musical Hair, na Broadway (29.04.1968), e do fascínio que a música Aquarius exercia sobre o mundo, Nova York era o lugar! Lembra que 1967 foi definido como o Ano da Flor? E que os hippies, passaram a ser chamados de flower children (“filhos da flor”)?
– Filhos da flor! Que forma mais terna para dizer da filosofia de uma perspectiva de vida!
– Pois bem, os filhos da flor, convocaram a Reunião das Tribos, no Golden Gate Park, que preparou o World’s First Human Be-In, ao qual compareceram 20 mil jovens com os corpos cobertos de flores, com colares e pulseiras de contas coloridas.
– Que maravilhoso! Eu não sabia.
– Em junho começou o Verão do Amor, por onde circularam, 100 mil jovens, de todas as partes do mundo, com flores nos cabelos. Desde então San Francisco passou a ser capital mundial dos hippies. O Monterey Pop Festival ocorreu de 16 a 18.06.1967, com o slogan “Música, amor e flores”. Em novembro de 1967, os hippies jogaram peso na Marcha ao Pentágono.
Símbolo do Verão do Amor
Hair, como você deve saber, é um musical de rock, o maior até hoje, que é uma elegia à cultura hippie, um dos signos dos protestos contra o racismo e a Guerra no Vietnã. Hair, no essencial destaca o amor livre e simboliza o flower power (poder das flores).

HIPPIE 
– Eu amo a música “Aquarius”... “Quando a lua estiver na sétima casa/E Júpiter alinhar-se com Marte/Então a paz guiará os planetas/E o amor dirigirá as estrelas”...
– Hair, que não possui enredo fixo e os atores se apresentam completamente nus, foi concebido por dois atores desempregados: Gerome Ragni e James Rado. Foi um estrondoso sucesso. De 29.04.1968 até 1º.07.1972 foi apresentado 1.750 vezes no Biltmore Theatre. A banda Fifth Dimension, que compôs a trilha sonora de Hair, recebeu o Grammy da melhor canção do ano com Aquarius (Let the Sunshine In), em 1970.
Com alguns rudimentos do anarquismo em dia, a relação com André, que era de sexo casual com a mesma pessoa com alguma estabilidade, fluía de modo prazeroso. Não era propriamente um amor, nem um namoro. Seria um “caso”? Mais, era o prazer pelo prazer! Gostávamos de transar um com o outro. Até o dia em que... acabei virando um pouco “rasta”. Rastafari, mesmo. Também mais de cabeça do que de prática.
Um dia no cinema, ao entrar, com o filme quase começando, fiquei procurando um lugar. Só havia um ao lado de uma cabeça “rasta”. Por puro preconceito, achava que cabelo “rasta” era celeiro de piolho. Esperei me acostumar com o escurinho do cinema para encontrar outro lugar vazio. E, nada.
Como queria muito ver aquele filme, a contragosto, ocupei o lugar vazio. Estava gripada e tossi várias vezes. Era uma tosse renitente. O “rasta” perguntou se eu aceitaria uma pastilha Valda. Balancei a cabeça afirmativamente. Ao receber a pastilha percebi que ele exalava um cheiro suave de um perfume do qual eu gostava muito... Seiva de Alfazema Garrão.
Um espanto! Como eu jamais chegara perto de um “rasta” antes, tinha razão de ser o meu espanto. Mas é certo que ele mexeu comigo.
Na saída ele perguntou se eu gostaria de tomar um suco com ele. Fomos.
– Não vai perguntar se as minhas “dreads”...
– Vou. É a primeira vez que falo com alguém de aparência rastafari.
– Mesmo morando aqui em São Luís?
Balancei a cabeça afirmativamente e prossegui: “Eu sei que dreadlock (dread + lock) = “mecha” (de cabelo) + “terrível” ou “temível” = mechas temíveis”. Na prática, quer dizer “poderosa cabeleira”. E só!
Ele riu, gostosamente... e olhando-me nos olhos e colocando suas duas mãos em cima das minhas, falou enfaticamente:
– Eu não tenho apenas um visual “rasta”. Sou um rastafari e o meu visual evidencia, de modo inequívoco, o meu pertencimento cultural e ideológico ao rastafarianismo e demarca uma atitude diante do mundo e da vida. As minhas “dreads” são uma marca de identidade e mensageiras da filosofia do rastafarianismo.

Bo Dereck
– Então estou diante de um rastafari de verdade?
– Como vou comer você hoje, saiba que minhas dreads são mais limpas e higiênicas do que seus cabelos. Eu cuido delas, com religiosidade, pois são um signo da minha união com Jah (Deus) e dizem ao mundo que eu levo uma vida natural e justa. Está no Levítico 19: 27: “Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba”.
– A religião rastafari...
– Eu prefiro denominar de a Fé Rastafariana, que é passível de múltiplas interpretações, surgiu na década de 1930 na Jamaica, cuja doutrina básica são as idéias de Marcus Garvey e as palavras de Haile Selassie I. RasTafari não é uma religião (do latim= re-ligare), mas um modo de viver, com fortes laços com a fé judaica e a fé cristã.
Assim sendo, o rastafarianismo é um movimento. Não um movimento apocalíptico como querem nossos detratores. Cremos que Jah (Deus) aparece de tempos em tempos sob uma face humana.


– OK! E alimentação, como é? Há uma alimentação “rasta”?
– Não bebo nenhum tipo de álcool. Não fumo nada. A comida rastafari chama-se Comida Ital (comida vital e total). Ital significa puro, natural ou limpo. Um “rasta” tradicional não usa tabaco e nem ingere álcool. A dieta “rasta” tradicional exclui qualquer tipo de carne (porco, jamais!), crustáceos, caracóis, espécies marinhas predadoras e sal. Sou vegetariano. De carne, só como mulher. E a-do-ro.
Tentei desconversar, voltando às dreadlocks. E ele prosseguiu:
– Não confunda dreadlocks com trancinhas em cabelo de preto, que também são símbolos identitários, mas não filosófico ou religioso. Todo rastafari ortodoxo usa dreadlocks, todavia nem sempre quem usa dreadlocks é um “rasta”. Hoje as “dreads” são fashion, estão na moda.
![]()
– Ah, pois pensei que...
– A origem das dreadlocks são antigas tradições religiosas indianas e tibetanas, na linhagem de sadhus, iogues andarilhos, “homens santos”, mendicantes, que renunciavam aos prazeres mundanos.
– Isto é, os rastafaris não inventaram as “poderosas mechas”. Elas são indianas.
– Perfeito! E aportaram nas Américas com os asiáticos indianos depois da abolição da escravidão, que vieram para o Brasil, o Caribe e as Guianas trabalhar na lavoura açucareira, cafeeira e na extração da borracha.
– Voltando às trancinhas. Lembra da Bo Derek, em Mulher Nota Dez (1979), que apareceu de visual rasta, na verdade trancinhas afro, a versão “rasta” possível para cabelos lisos?


Acordei na manhã seguinte com aquelas dreadlocks enooooormes em meu travesseiro. Um susto até que lembrei que rolou... um alívio, nenhum bichinho estranho passeando em minha cama. Pensei: “menos mal...”
Corre a lenda das lêndeas do Bob Marley (1945-1981). Fala-se de 20 tipos de piolhos em sua cabeleira após a sua morte! Mas o seu zoológico não impedia a consumação de seu alegado apetite sexual exagerado, pois lhe são atribuídos cerca de 150 filhos!
Lúcio era paulistano, mas filho de negros maranhenses paus-de-arara, que foram para São Paulo em meados da década de 1950. Agora morava em São Luís. Fazia o quê? Vivia “anos sabáticos” depois de 25 anos esquentando banco de escola, segundo ele.
Era médico, pós-doutorado, pós-tudo, mas necessitou de anos sabáticos (anos mesmo, pois já estava no 4º. ano sem trabalhar como médico!). Dizia que no Brasil havia incompatibilidade entre ser médico institucionalizado – que trabalham numa instituição formal – e “rasta”.
Putz, e eu não sabia! Eureca! Era o cabelo! Há incalculáveis debates sobre reggaes que tiveram de largar empregos; outros, simplesmente não conseguem trabalho ou têm de abrir mão de suas dreads para conseguir e se manter no emprego.
Em nossas conversas sobre por que ele não poderia ser um “rasta” sem as “dreadlocks” ele contra-argumentava que as “dreadlocks” são em si um dos signos da identidade rastafari.
A conversa com ele era sempre interessante e fascinante. E os assuntos inesgotáveis. Gostava de frisar que eram muitos os encantos de uma cidade fundada pelos franceses, tomada pelos holandeses e colonizada pelos portugueses... Com o “rasta” conheci a São Luís do Maranhão “Jamaica brasileira” – eu achava o reggae um saco! – mas aprendi tudo sobre Bob Marley, Jimmy Cliff e Peter Tosh.
Até Lúcio aparecer eu não dava muita bola para o fenômeno reggae, que aqui se firmou na década de 1970 e hoje é a cidade que possui o maior número de regueiros do país. Todavia, sabe-se que a facilidade com que da ilha se sintonizava as rádios do Caribe exerceu influência decisiva na apreciação dos ritmos caribenhos. Eis a conexão Jamaica!
São Luís. Do Reggae Raíz. Da massa Regueira. Jamaica Brasileira.
O certo é que eu, dona do meu nariz, morando sozinha, responsável pelas minhas contas – uma “mulher custo zero”, me vi na situação de estar envolvida emocional e sexualmente com homens que a minha família e a maioria das pessoas de minha convivência social não aprovariam.
Não sei explicar porque caem aos meus pés, e eu entro na deles, homens que fogem dos padrões tidos como normais, embora eu concorde que de perto ninguém é normal.
Por ser um homem tranqüilo, com um ar de paz infinita, a transa com Lúcio era assim... um belo ritual, uma meditação a dois, um fluir de energia erótica. Como não ficar viciada nele?
Eu ficava deitada em seu colo e ele dizia poesias eróticas alisando meus cabelos, meu corpo... falava poéticas sacanagens ao meu ouvido... Me lambia até que eu gozasse... me ninava, me fazia implorar pra ser comida e quando gozava, bah! eu me sentia única no mundo...



29 de abril de 2007 - 39 anos da estréia de Hair, no Biltmore Theater, da Broadway, em Nova York. (29 de abril de 1968).
“Hair mudou o pensamento político e os valores morais. Mesmo assim, a Broadway nunca mais aceitou um musical de rock semelhante, até certo ponto devido à pressão dos conservadores. Hoje em dia, a expressão ´flower power´ é muito mais usada pelos floristas que por uma geração de protesto.” David Richards, do New York Times, por ocasião dos 25 anos de estréia de Hair.
FONTE: Calendário Histórico – 29 de abril de1968: "Hair" estréia na Broadway
www.dw-world.de/dw/article/0,2144,507286,00.html
CONTOS DA MEL (publicados no Site Lima Coelho):
1º. (dezembro 2006). Uma transa inusitada no banheiro do avião
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=10
2º. (janeiro 2007). Gotas inebriantes de Chanel Nº. 5
ww.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=11
3º. (janeiro 2007). Entre lençóis de algodão egípcio
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=17
4º. (janeiro 2007). O seu pretinho básico é lindo e sedutor
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=23
5º. (fevereiro 2007). Bah, eu confesso: ele é meu homem muito amado...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=31
6º. (março 2007). Folhetim: o sabor da entrega absoluta
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=46
7º. (abril 2007). Brisa de outono e cheiro de primavera
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=86
8º. (maio 2007). Entre Paz, Amor & rasta: o prazer
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=152
9º. (junho 2007). Ouvindo o “passo preto” entre lençóis de algodão egípcio...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=206
10º. (julho 2007). Receita de homem: aquele que dá sensação de brilho no orgasmo
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=264
11º. (agosto 2007). Ah... faz de novo, meu amor!
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=375
12º. (setembro 2007). Lua cheia, barulho de mar e cheiro de dama da noite (I) e (II)
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=489
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=488
13º. (outubro de 2007). Porém, entretanto, todavia, contudo... prazer é prazer
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=618
14º. (novembro de 2007). A sensualidade das jóias beduínas
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=760
15º. (dezembro de 2007). Fetiches & Sonatas e sinfonias...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=875
16º. (janeiro de 2008). Eu e meus botões florais de alcaparras...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1021
17º. (fevereiro de 2008). Artes da Anita: tesão, sensualidade e ternura
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1075
18º. (março de 2008). O charme do Pedro “voeirando” minhas bolinhas ben-wa...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1211
19º. (abril de 2008) Completaça como meu laptop
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1324
20º. (maio de 2008). Uma orquídea chamada Cecília
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1381
21º. (junho de 2008). Os aromas da sedução
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1461
22º. (julho de 2008). A bela da casa de Chá
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1601
23º. (agosto de 2008) “Eu quero ser a sua sobremesa hoje... Deeeeixo, vou deixar...”
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1733
24º. (setembro de 2008) Pedalando pelas estradas da vida
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1878
25º. (setembro de 2008) ... Como se fosse um beija-flor que toca na flor, acaricia, se afasta e volta...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1955
26º. (outubro de 2008) Gosto de homens assim, que me alucinam, alucinam e aluciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinam!...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1998
27º. (novembro de 2008) Nas nuvens da insensatez...
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=2114
28º. (novembro de 2008) Das liturgias do desejo
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=2183
29º. (dezembro 2008) Das liturgias do prazer: sobrepeliz rendada & camisolas de cetim
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=2212
30º. (janeiro) . Cavalgando no Vale do Loire
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=2357
A MEL PENSA, LOGO EXISTE!
Meu nome é Mel porque é a forma carinhosa como sou chamada pelo meu namorado. E gosto. Acho uma delícia. É como se ele estivesse me lambendo. É real.
Todavia, a Mel escritora é uma personagem virtual. Ou seja, é um pseudônimo. A Mel é uma aspirante a escritora de literatura erótica, cuja produção literária são os contos publicados no site do poeta Carlos Alberto Lima Coelho. Assim sendo, eu sou uma “criatura” do poeta, a quem agradeço a acolhida irrestritamente estimulante e solidária.
Para mim a literatura erótica não é uma literatura obscena e tem na transcendência da imanência do corpo a sua dimensão natural, por compreender que a literatura erótica é a explicitação do sexo enquanto cultura, sendo ela também, ao mesmo tempo, uma literatura sobre os costumes e as relações afetivas e sexuais de uma determinada época, classe social, e tantos outros recortes que permeiam e transversalizam a alocação das pessoas no mundo.
Considerando-se que o erotismo é a espiritualização do corpo e a sua conversão em cultura, ao colocar em cena o corpo como fonte de prazer não se pode prescindir da doçura e dos arroubos da poesia, pois ela é inerente às relações sexuais voluntárias e prazerosas.
Por fim, concordo com Betty Milan, que disse: “Só o erotismo pode juntar o corpo e a alma, liberar o corpo e o sujeito para o seu desejo. O erotismo é que nos humaniza”.
Mel
Ilha de São Luís, 13 de fevereiro de 2007
FONTE: www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=32
Hair- Aquarius4 min - 5 out. 2007 - Vídeo enviado por spazioimmagini Videoclip Hair Aquarius youtube.com |
Hair - Aquarius5 min - 7 maio 2006 - Vídeo enviado por FrikyInTheNight Beginning of the film "Hair!" "Aquarius" song clip youtube.com |
Aquarius - Hair (The New Broadway Cast Recording)3 min - 25 jan. 2010 - Vídeo enviado por dudescolded "Aquarius" by the New Broadway Cast Recording I acknowledge that I do NOT own this music. This has been uploaded strictly ... youtube.com |
Hair - Aquarius (The Movie)5 min - 5 dez. 2008 when the moon is in the seven house and jupiter alings with mars then paece will guide the planets and love will steer the stars this ... dailymotion.com |
© Lima Coelho. Todos os Direitos Reservados