Comandante Maranhão, predecessor dos combustíveis renováveis
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Lembro-me. No final dos anos 50 início dos 60, conheci o senhor José Laureano do Couto Melo. Baixinho, meio atarracado, nervoso, desfilava com uma pasta com vidros de vários tipos de óleos vegetais, até então conhecidos: de babaçu, de algodão, de mamona (o velho óleo de rícino, também usado para tratamento de diversas enfermidades e purgantes.
Não era maranhense. Talvez pernambucano. Não tenho certeza.
O certo é que era gente boa e àquela época, preocupado com a poluição dos ares. Não se falava ainda em poluição ambiental, total como hoje.
Morava ali, na Avenida Getúlio Vargas, antigo Caminho Grande, pertinho da Escola Técnica, hoje, IFMA.
A casa era pomposa. Quem, por ali passasse, ficava encantado com a grande águia, toda imponente, guardando a mansão do Comandante Maranhão.
O Comandante desbravava o Estado com o seu avião teco-teco, pousando em roças, mas salvando vidas e levando os políticos em suas campanhas.
Era muito amigo do meu pai. Conversavam horas a fio.
Depois perdemos o contato.
Restaram as lembranças das prosas do Maranhão que, às vezes, aparecia acompanhado de sua filha Angélica, linda de viver, com os seus cabelos loiros, encaracolados.
Hoje, vendo as notícias dos jornais sobre os terremotos, maremotos, altas marés e temperaturas, e tsunamis, me veio à lembrança o Comandante Maranhão.
Foi tido como um visionário. Ninguém lhe deu a devida atenção. Quando chegava com sua pasta, todos corriam. Ficava a falar quase sozinho.
O que dizem hoje os que não o escutaram quando falava nos combustíveis vegetais (cana, girassol, dendê, soja, mamona, babaçu e outros a serem descobertos) e renováveis?
Agora só olhamos para cima. A camada de ozônio está se desfazendo. Culpa do CO2.
E os terremotos estão acontecendo: o do Haiti, aqui perto e porque não falar nos tremores que ocorrem no Ceará, no Rio Grande do Norte e que têm reflexos em muitos outros estados.
Cá, com os meus botões, vou dar uma de Comandante Maranhão.
Não tenho nenhum embasamento científico, mas aprendi nos meus tempos de Colégio que o empirismo e a curiosidade impulsionaram as Ciências. Vejam Aristóteles, em sua banheira, Newton, à sombra da macieira, e as descobertas sendo feitas. Beleza pura. Quanto devemos a eles.
Nesta euforia do PRÉ-SAL, pirei. Pirei, pensando.
Será que não é a retirada do óleo e do gás, do fundo do mar e da terra, que está desarrumando o eixo do planeta, e como dizem, mexendo com as placas tectônicas? Por enquanto só estamos olhando o buraco da atmosfera, preocupados com os raios UV, com o câncer de pele etc. e tal, e nos esquecendo com o que estamos fazendo com as camadas mais profundas da terra, pensando que vamos ter rios de dinheiro para gastar sem nos perguntarmos se existirão homens quando tudo estiver pronto para aproveitarem dos benefícios que poderão advir.
Autor(a): Zuzu Britto
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Mamãe já havia me falado do Comandante Maranhão. Agora vejo que pôs em prática a escrita e postou no site do Lima Coelho.... Essa é a minha mamãe... Parabéns.
Comentário Enviado Por: Djalma Britto Em: 19/10/2011
D.Zuzu, (minha madrinha), quisera eu ter puxado a bênção da madrinha....Que coisa linda! essa visão de futuro, essa preocupação com o planeta, pensando bem...é mesmo um motivo de "repensar o planeta" numa outra visão que não seja apenas o buraco da atmosfera mas também as camadas da terra, acredito até, que já deve existir estudos nesse sentido, mas sempre prevalecerá a ganância da humanidade o poder, não deixando a verdade desses transtornos vir à tona. O senso comum do que meu pai que aprendeu com as fases da lua a escolher a semente, plantar e colher, dizia que tinha tempo prá todas as coisas, até o capim tinha o mês certo de plantar (abril) não me pergunte o porquê, mas essa era a ciência, hoje, tudo mudou a tecnologia substituindo a mão de obra, a mata virgem virou mar de cinzas e tudo isso afeta o nosso planeta. As grandes potências mundiais se negam a participar de quaisquer Tratados, Conferências que o tema seja "Meio Ambiente" não querem se comprometer tapam os ouvidos, custa caro frente às urnas e deixam prevalecer os seus intentos e quando o fazem , ainda assim...nada é realizado e haja tratados!! haja conferências e tudo se repete sem que se mova ações coerentes e condizentes com suas propostas para com a natureza. Vamos ficar de "ôlho" agora na "Rio + 20" em junho/12.Beijos
Comentário Enviado Por: Ana Helena Coelho Em: 18/10/2011
sou o bisneto do comandante maranhao (jose laureno couto melo) eu nao tive a chance de conhece-lo mais eu tenho certeza que seria um otimo bizavo,admiravel cientista nato preoculpado com o futuro de todo universo. tenho apenas nove anos espero contribuir tambem em busca de soluçoes.
Comentário Enviado Por: lawrence mentor melo Em: 29/9/2011
Opinião: UM SEGREDO ENERGÉTICO
José Sarney
Uma vez o comandante Maranhão, pioneiro na exploração do táxi-aéreo, inventor e iluminado, procurou-me para dizer que descobrira um novo combustível que ia desbancar o petróleo. Queria registrar a patente, receoso que fosse roubada. Procurei dele uma pista qualquer para entender o seu delírio. Ele pedia garantia total de sigilo, que eu não falasse a ninguém. Só entregaria os detalhes ao presidente da República. Seu invento ia revolucionar o mundo. Ele gozava do prestígio ser o único piloto que sabia cair: três vezes sem vítimas e em segurança!
Voava os Cessnas 170, um monomotor de asa alta, de baixa velocidade, que consertava com arame. Num desses, na campanha presidencial de 1960, Jânio recusou-se a voar: "Sarney, você quer um candidato morto ou um presidente vivo?". Estranhei sua reação. Fiquei agastado: "É esse o que temos, voa comigo e meus filhos". Ficamos amuados, até que ele me disse, com voz carinhosa: "Sarney, meu bem, isto se chama prudência. Prudência! Prudência! Prudência!".
A descoberta do Comandante Maranhão morreu com ele. Depois circulou que sua matéria-prima era a lama que circundava os manguezais! Nunca quis confiar sua descoberta a ninguém e nela ninguém acreditava.
Conto essa pequena história para dizer que estou desconfiado que o Brasil tem um segredo bem guardado de alguma fonte de energia que ninguém sabe qual é.
Todo tempo vivemos a ameaça de apagão, que não podemos crescer mais de 3% por falta de energia e isso não abala ninguém. Ao contrário, recrudescem os movimentos que recusam a construção de hidrelétricas. Elas criam danos irreparáveis à natureza. A energia nuclear, também não aceitamos. Angra 3 aí está com um prejuízo monumental, a exigir, só para manutenção do material já comprado, milhões de dólares. Os gasodutos e os pedidos de pesquisa para nossos campos de petróleo não tramitam, como ocorre na Bacia do Maranhão, porque abstratamente podem prejudicar o peixe-boi.
Contraditoriamente, o mais fácil no Brasil é conseguir licença para termoelétricas, à base de óleo combustível, estas sim, que com os automóveis movidos a hidrocarbonetos, são as mais poluentes e responsáveis pelo efeito estufa, que amedronta o mundo com o aquecimento global.
Mas já que não queremos energia hidráulica, nem nuclear, e estamos de acordo sobre a recusa de ampliar o consumo de combustíveis fósseis, o Brasil deve ter uma outra fonte secreta de energia, de uma origem que ninguém sabe.
A solução é ressuscitar o Comandante Maranhão para trazer o seu segredo.
Jornal do Brasil (RJ) 19/1/2007
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=11&infoid=5138&sid=565
Comentário Enviado Por: Margareth Rocha Em: 15/7/2011
A crônica não é apenas bonita. Ela é histórica e fez a família do comandante se pronunciar e quem sabe se empenhar em nos dar a conhece rmais desse grande brasileiro
Comentário Enviado Por: Margareth Rocha Em: 15/7/2011
Sou filha do Comandante Maranhão e fiquei, emocionada com a cronica que trouxe as lembranças dos momentos em que ficava ouvindo as preocupações com o meio ambiente, que meu pai tanto lutou para amenizar os impactos sofridos com a modernização e desenvolvimento tecnológico.
Comentário Enviado Por: Fátima Mello Em: 22/8/2010
Sou neto do comandante fiquei muito contente com a lembrança de meu avo, um grande visionario.
obrigado
Comentário Enviado Por: Luis Guilherme de Melo Rosa Em: 10/6/2010
olá amigo, bom dia! meu nome é frannk. moro em são paulo, conheci o filho do comandante, que tambem não está entre nós, o sr. laureno trabalhamos juntos, ele fazia o biodisel e eu divulgava em são luis, ficamos até conhecidos, cooperativas de taxi e mototaxi.interessante sua materia um grande abraço!
Comentário Enviado Por: castelograf@hotmail.com Em: 04/6/2010
Professora Zuzu, cadê a senhora? Por que não publicou mais? Gostei de sua prosa.
Comentário Enviado Por: Laércio Nunes Ramos Em: 13/5/2010
A autora escreve de uma forma muito agradável. Conseidero suas preocupações justas. É uma crônica ecológica que não é chata. Ela parte de suas memórias para chegar nas preocupações do hoje
Comentário Enviado Por: Eliene Mascarenhas Em: 08/3/2010
Um gostinho de quero mais.
Comentário Enviado Por: Sara Linhares Em: 26/2/2010
Cara Zuzu, gostei demais da sua escrita. Apareça mais vezes no Site Lima Coelho. Adorei a sua crônica, que puxa pela memória com fatos interessantes e chega nos problemas do hoje
Comentário Enviado Por: Dorinha do Anil Em: 26/2/2010
Prestei muita atenção à crônica ecológica da Zuzu Britto. Vou usá-la com meus alunos numa aula sobre energias ecológicas (ou energias renováveis) - energias alternativas ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida (diferente dos combustíveis fósseis que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo seu menor impacto ambiental. São chamadas também de energias ecológicas porque impactam menos o meio ambiente.
Energias ecológicas:
O Sol: energia solar
O vento: energia eólica
Os rios e correntes de água doce: energia hidráulica
Os mares e oceanos: energia maremotriz
As ondas: energia das ondas
A matéria orgânica: biomassa, biocombustível
O calor da Terra: energia geotérmica
Água salobra: energia azul
Comentário Enviado Por: Michelle Lobo Em: 24/2/2010
PLACAS TECTÔNICAS
Subdivisões das placas tectônicas.
Por Gabriela Cabral
As placas tectônicas são subdivisões da crosta terrestre que se movimentam de forma lenta e contínua sobre o manto, podem aproximar-se ou afastarem-se umas das outras provocando abalos na superfície como terremotos e atividades vulcânicas. Tais movimentos ocorrem pelo fato do interior terrestre ser bastante aquecido fazendo com que as correntes de convecção (correntes circuladas em grandes correntes) determinem a forma de seus movimentos. Quando as correntes são convergentes elas se aproximam e se chocam sendo motivadas pela menor densidade das placas oceânicas em relação às placas continentais, sendo que a placa oceânica é engolida pela continental, porém quando são divergentes elas se afastam fazendo com que as placas se movimentem em direção contrária, perdendo calor.
As placas convergentes se colidam de forma que uma se coloca embaixo da outra e então retorna para a astenosfera. As placas divergentes se afastam pela criação de uma nova crosta oceânica, pelo magma vindo do manto.
A princípio, há aproximadamente 240 milhões de anos, havia somente duas placas: Laurásia e Gondwana e essas com o decorrer do tempo sofreram transformações que as dividiram em várias e diferentes partes. Hoje existem várias placas menores e quatorze principais, são elas: Placa Africana, Placa da Antártida, Placa Arábica, Placa Australiana, Placa das Caraíbas, Placa de Cocos, Placa Euroasiática, Placa das Filipinas, Placa Indiana, Placa Juan de Fuça, Placa de Nazca, Placa Norte-americana, Placa do Pacífico, Placa de Scotia e Placa Sul-americana.
Comentário Enviado Por: Urbano Costa Em: 24/2/2010
É uma crônica que faz justiça a um ambientalista quando nem tinham tal nome. Adorei
Comentário Enviado Por: Fábia Gomes Em: 24/2/2010
José Laureano do Couto Melo, o Comandante Maranhão, era um visionário, logo via longe. Bonita e bem escrita crônica
Comentário Enviado Por: Zuleide Lima Em: 24/2/2010
Zuzu Britto, faz todo o sentido do mundo a indagação final de sua crônica. A ciência precisa respondê-la
Comentário Enviado Por: Magno Andrade Em: 24/2/2010
É uma arte fazer crônicas assim: lembrar do passado e enfocar também o presente. Parabéns
Comentário Enviado Por: Carla Homero Lacerda Em: 24/2/2010
Que beleza de crônica!!!!!
Comentário Enviado Por: Frederico Rocha Em: 23/2/2010
Gostei muito da crônica. Bem escrita, leve, instrutiva, de memória também e gostosa de ler.
A autora é Zuzu brito da UEMA?
Talvez.
"O fato é que o curso de Administração da Uema, referência de qualidade em todo o Maranhão, ao longo dos seus 40 anos, marcou a vida de várias pessoas que por ele passaram, a exemplo de Maria de Jesus Tenório de Brito (Zuzu Brito), primeira ex-aluna a ingressar no quadro de professores da Escola e, também, a primeira mulher a dirigir o curso de Administração, professora aposentada do CCSA.
"Sinto-me feliz por fazer parte da história do curso. Quantas recordações! Quanto orgulho! Quanta gratidão. Saudades? Hoje as curto, gozando o privilégio da certeza do dever cumprido como estudante, professora e dirigente. Parabéns, Administração, pelos seus quarenta anos, com os agradecimentos e reconhecimento do muito que fez, faz e fará, pelos que por aí passaram, passam e passarão", disse Zuzu Brito.
http://www.correiodenoticias.com/noticias/noticias.asp?cod=774
Comentário Enviado Por: Maria Aparecida Damasceno Em: 23/2/2010
Perfeita a pergunta: "existirão homens quando tudo estiver pronto para aproveitarem os benefícios que poderão advir?"
Comentário Enviado Por: Charles Lamounier Em: 23/2/2010
Gosto de textos assim. Realmente uma prosa agradável e cheia de vida. mas quanto às placas tectônicas, sei lá Zuzu. Se descobrires nos conte. Aguardo.
Comentário Enviado Por: Paula Macedo Em: 23/2/2010
A prosa de Zuzu Brito é das boas!
Comentário Enviado Por: Martha Vilarinhos Em: 23/2/2010
Minha estimada amiga Zuzu Britto, recebo com orgulho a sua prudução como reforço memorial da nossa identidade maranhense. Retomo o tempo de repórter da TV Difusora sendo recebido por você no Gabinete do Presidente da Cia. Telefônica do Maranhão, com tanto carinho e atenção. Albert Einstein escreveu certa vez: " Eu procuro lembrar a mim mesmo, umas cem vezes por dia, que minha vida privada e profissional depende do trabalho de outras pessoas, vivas ou mortas, e que preciso me superar para dar aos outros algo próximo do que eu recebí e recebo". Seja bem vinda, mestra Zuzu.
Comentário Enviado Por: Caros Alberto Lima Coelho Em: 23/2/2010
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