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Mulheres
Edson Marques
Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas. Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma. O belo amor natural por todas as coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante.
Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne que dança num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não lhes tiro a liberdade, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que estejam sonhando, e pulo de cabeça no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções e as loucuras. Como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, entro no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia. Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e preciso mais do que isso para compreendê-las.
Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade — incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico, poético e sublime.
Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente — uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.
Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ouvindo Beethoven, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse, e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas — e sorrindo iria embora.
Enfim, se por acaso fosse Deus, eu com certeza não mais ficaria cuidando do universo e dessas outras coisinhas banais. Não ficaria controlando o destino das pessoas, o tempo, os compromissos, a pressa, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, os genes, a Internet, a gravidade, a geografia... Não!
Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem. E como nunca foram amadas.
Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!
Edson MarquesEditor@internetjornal.net
FONTE: www.mayte.us/datas/mulher/mulheres3.htm
"Você é livre para vivenciar gostosamente a própria Solidão"
Um pouco dos escritos cotidianos do blog do autor: MUDE
"o auge
de uma paixão
está sempre no
começo dela"
Edson Marques
9.3.08
Não existem verdades definitivas. O que existem são interpretações elaboradas sobre aspectos da realidade — cientificamente comprováveis ou não — mas necessariamente condicionadas pelo ponto de vista, visão do mundo e capacidade intelectual de quem as propõe.
Edson Marques
8.3.08
Seis da madrugada, e vejo que Aurora está chegando, numa belíssima carruagem de fogo guiada por seu filho, o Grande Deus da Luz... E eu aqui, tomando um copo de leite, abraçado ao que resta de mim, pensando na Vida. E chego a uma doce conclusão:
Porque sempre fui fiel a Ela — Ela nunca me traiu. No fundo, penso que há uma certa reciprocidade entre o que sentimos pela Vida e o que Ela sente por nós. Se a deixamos livre, Ela também nos liberta. Se a prendemos, Ela nos põe entre ferros. Se a desprezamos, Ela nos massacra.
Por isso temos que amá-la desesperadamente.
Com exclusividade!
Acho que esse pode ser o tema de hoje, no blog. Mas vou continuar tomando meu leite e ouvindo bem-te-vís, sabiás e cotovias... Embora saiba que muita gente não consegue ouvir o belo canto das cotovias. "Porque no Brasil não tem cotovia!" — dizem. Pois é: muitas pessoas não conseguem mesmo ouvir cotovias no lugar onde vivem. Para tanto, têm que ir à Europa. Mas, quando chegam là, se esquecem completamente das cotovias...
"Você não vai escrever sobre o Dia das Mulheres?" — me perguntam. Vou, é claro. Porém, antes, vou reler o meu poema azul — ali — e ver se mudo alguma coisa. Antes ainda, vou dar minha atenção e meu amor a Nightingale, essa small passerine bird que está cantando e dançando aqui ao meu lado.
Edson Marques
7.3.08
Toda musa já traz uma víbora dentro de si.
É só uma questão de tempo.
Edson Marques
6.3.08
Eu não apenas vivo as minhas relações, eu também as analiso. Eu me questiono sobre elas, a partir de dentro delas mesmas — entusiasmado com suas tramas e coivaras, com seus mistérios e caminhos. Com suas mais extremas gostosuras. Depois me esclareço com suas luzes, com seus fogos e sinais.
Mas só as compreendo ao superá-las.
Edson Marques
5.3.08
A vida é um circo.
Mas do lado de cá, um palco; do outro lado, um matadouro. No matadouro, as pessoas sérias representam. No palco, só tem palhaço. Os sérios são "responsáveis", e formam um rebanho: mansos que caminham tristemente em direção a nada. E riem dos palhaços. Estes, por sua vez, são inconseqüentes, e riem da seriedade. Mas com uma diferença fundamental: além de rir dos sérios, os palhaços riem de si mesmos — e este é o ponto. Quem consegue rir de si, se salva. Quem só ri do outro, se perde, em todos os sentidos. Nos palcos e nos matadouros da vida, todos representam: os sérios e os palhaços; mas só os palhaços têm consciência disso.
Todos nascemos para a Arte, para o inocente jogo da Vida, para o lúdico, para o puro e o sorridente. Alguns permanecem no palco — e se transformam em artistas, atores, cantores, poetas, bailarinos, amantes, loucos: todos palhaços. Outros, convencidos à força pelos pais, pelos padres, pelos pastores, pelos professores, pelos patrões e, quando não, pela polícia — ficam sérios, perdem o brilho. E logo são encaminhados ao matadouro. Alguns, entretanto, retornam ao palco, depois de perceber que foram iludidos na origem: não lhes agradam os grilhões da seriedade: suas almas de palhaço ainda estavam intactas, por sorte.
Porque assim que você sai do ovo, algemas claras prateadas lhe são postas nos braços. Grilhões de seriedade nas canelas. Se você não reagir a tempo, teremos um deusa enclausurada. Um pequeno deus encarcerado.
E eu fico pensando.
Qual será o perverso mecanismo que transforma esse Jesus num chefe de escritório? Que maldição faz da musa uma dona de casa? Quais são os fatores horrorosos que acabam levando um pequeno Buda em direção ao matadouro? O que é que, na maioria das vezes, arrasta um ser iluminado, e o joga no rodamoinho da desgraça cotidiana — e lhe apaga a luz?
Edson Marques
4.3.08
Sempre nos disseram que a vida pode acabar a qualquer momento. Mas eu venho para dizer exatamente o contrário:
A Vida pode começar a qualquer momento.
Já se decidiu?
Edson Marques
3.3.08
Deus adora os que dançam e riem. Por isso lhes dá tanta energia, tanta alegria. Deus vive derramando flores e estrelas na cabeça de quem ri. Deus dança com quem dança. Porque Deus também gosta de brincar, e o próprio Mundo é o seu maior brinquedo. Mas parece que Deus não gosta muito daqueles que são sérios demais — e é talvez por isso que Ele os torna tão tristes...
Deus criou a alegria. Seriedade é invenção do Satanás.
Quanto mais sério, quanto mais ranzinza, quanto mais carrancudo — mais longe de Deus!
Edson Marques
2.3.08
A liberdade é perigosa.
A vida livre é muito arriscada. A vida livre é insegura, incerta e cheia de surpresas. É cheia de perigos e de buscas, mudanças, sobressaltos. Só quem é senhor de si mesmo é que pode ser livre. Só quem é dono do próprio destino é capaz de arriscar a vida para salvar-se da morte. A liberdade, portanto, não é para qualquer um: os acomodados, os medrosos e aqueles coitados que foram educados para somente obedecer — jamais serão livres.
A liberdade é muito perigosa.
Edson Marques
1.3.08
Minha alma hoje foi tocada, foi marcada pela imagem da tua boca. Tua boca — breve, doce, leve, quente...
É disso, menina, é disso mesmo que o meu coração precisa: é de uma boca que suporte — indecisa — uma paixão não revelada e meus olhos de vertigem!
Edson Marques
29.2.08
Não penso que te possuo
nem quero te pertencer.
E porque somos livres,
transitória gostosura,
eu me entrego
como ponto de luz
nos teus olhos de mar
e um toque sutil
nessa pele de pêssego.
Eu te quero
como um risco delicado,
ameaça de vida,
um perigo iminente
— mas sem excesso de presença.
Desse modo,
nem meu mundo termina aqui,
nem você se tornará
prisioneira de mim.
Não importa se isso dure,
nem é preciso que se acabe;
não sei se será sempre tão bom
e nem busco certezas.
Mas,
como as delícias do agora
me encantam,
até posso dizer que...
já estou começando a te amar.
Edson Marques
28.2.08
Ontem eu tirei o dia pra me apaixonar. Faz tempo que eu não fazia isso. Quase um mês. Sair assim, sem destino, ao acaso, e ir me apaixonando, deliciosamente, ao deus-dará... Por conhecidas e desconhecidas, tanto faz. Ao léu. Almoçando no Guarujá, jantando em Juqueí, parando nos botecos na beira da estrada. Descalço, despreocupado, escrevendo poesias em guardanapos de papel, fazendo planos malucos — e dançando em todas as praias. Sem buscar nada e encontrando tudo. E depois ainda voltar pra casa cantando! São e salvo. Tem coisa melhor?
Edson Marques
27.2.08
Nijinsky
L'après-midi d'un faune.
"O que aconteceria se, em vez de apenas construirmos nossa vida, nós tivéssemos a loucura ou a sabedoria de dançá-la?"
Edson Marques
26.2.08
Um dia me disseram que eu tinha que dançar conforme a música. Senti-me ameaçado, pois a música não era a que eu gostava. Pareceu-me que o chão fugiu-me aos pés. Por isso tomei providências radicais imediatas: entrei numa boa escola de dança, e aprendi a ler partituras. Usei a clave do Sol para abrir as portas do céu. Transformei em violino as palmas da minha mão. Envolvi-me com musas, semifusas, bailarinas e colcheias...
Comecei tocando os instrumentos de corda, os de sopro e percussão. E então me aprimorei, com determinação. Tornei-me um compositor criativo, um empresário maluco, um maestro zen. E hoje sou o líder da própria banda.
Portanto, agora eu sempre danço conforme a música.
A música que eu escolho.
Edson Marques
25.2.08
Meu destino é viver na arena, dançando entre leões famintos. É um perigo, eu sei. Porém, nos intervalos das lutas, sorrindo, tomo sempre vinho rouge no gargalo colorido das garrafas de cristal. Talvez um dia eu acabe até morrendo na arena, quem sabe.
Acontece que, antes de morrer na arena, meus amigos, eu vivo na arena — e isso faz toda a diferença.
Prefiro ser o gladiador ensangüentado a ser um boi feliz.
Meu coração precisa de sangue, não de capim!
Edson Marques
24.2.08
Tem dias em que meu espírito rebelde sobe inteiro à flor da pele. Desabrocha no meu peito feito luz, agora mais brilhante do que nunca — o que me torna um mediador da fantasia profunda. Então, só me resta questionar essas certezas tão covardes que às vezes me envolvem, e pôr na minha vida mais loucuras e doçuras, mais sol, deslumbramentos.
E perder esse medo de cair em teus braços, meu Amor!
Edson Marques
23.2.08
Acabou o churrasco, todos já se foram. Jesus foi o último a sair, abraçado a Henry Miller, os dois de fogo. E já lhes avisei que hoje teremos um jantar à luz de velas, só para nós três. Disseram que virão.
Agora já é madrugada, e eu fico pensando.
Será que você — que não entende como posso ter feito ontem um churrasco só pra mim — será que você nunca passou uma noite inteira lendo um livro, sublinhando palavras ao acaso, cotovelos apoiados na mesa, as mãos e um belo copo de vinho suportando a cabeça dançante?
Será que você nunca passou uma noite inteira sozinho, deliciando-se com você mesmo, solto e alegre — sem saber nem como amanhecer?
Pois então é preciso que te pergunte: Você é livre para vivenciar gostosamente a própria Solidão — se quiser — ou tem sempre que reparti-la com alguém?
Edson Marques
22.2.08
Meu pai nunca foi de bater, brigar, e em seguida dar um abraço e dizer que me amava, que era o melhor pai do mundo, que só queria o meu bem, essas bobagens todas. Sou-lhe grato por ter sido afirmativo, mesmo nos atos de violência. Não era hipócrita em circunstância alguma. Mesmo quando teve amantes, tudo foi às claras. Deixava para mim a exclusiva decisão de julgar se ele era ou não convincente. Nunca me tentou impor seus preconceitos, nem me convencer de que ele era um bom pai. Tinha dificuldades em demonstrar amor.
Queria apenas que eu fosse diferente de todos, inclusive dele. Sempre achou que eu era predestinado — a quê, não sei. Nos meus aniversários, ele me dava como presente assinaturas de jornais, às vezes rádios bonitos, enciclopédias, livros, essas coisas. Meu pai nunca me mandou ir à missa, mas se eu não fosse à escola apanhava de cinta.
Órfão desde cedo, foi jogador, comerciante, alcoólatra, racional em demasia e delegado de polícia — não necessariamente nesta ordem. Porém, sempre foi respeitável e honesto. No dia em que mudei-me para São Paulo ele chorou escondido. E morreu do coração aos 49. Às vezes sinto saudades dele...
Edson Marques
21.2.08
Não penduro nas paredes da sala as fotos dos meus amores como fossem troféus de caça. Porque são elas as feras que me caçam, me conquistam, me amam, me mordem, me lambem, me acariciam. Só não permito que se acasalem comigo. Pois, assim como pintores precisam de modelos, também escrevo melhor quando as tenho à vista, nuas, puras, belas — todas.
Às vezes, chego a pensar que já não mais escreverei coisas novas, mas logo em seguida, inspirado por amantes deliciosas em noites de luar, outras idéias fervilham na minha cabeça flamejante; no coração, metáforas pululam docemente como rãs embriagadas; nos meus olhos abertos, imagens dançam coreografias revolucionárias criadas por Martha Graham; de minhas línguas e seus versos nascem palavras grávidas de encantos que se dão à luz.
Então, escrevo.
Edson Marques
20.2.08
Se amar é "reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas" — como eu disse ontem — será que nisso está implícito que deverei aceitar suas idéias, todas, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar?
Claro que não.
Isto seria uma violência.
Cada um de nós tem um sistema de valores.
Portanto, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim somente aquelas que não impliquem uma supressão da minha liberdade pessoal. Se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, ou me causa algum transtorno de qualquer espécie, então essa escolha dele me faz mal —e deve ser rechaçada com o máximo vigor!
Em hipótese alguma, nunca — absolutamente nunca — devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa.
Leia também => Uma nova visão do Amor a partir do Pico
FONTE: http://mude.blogspot.com/
Mude
Edson Marques
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!
Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167
FONTE: http://mude.weblogger.terra.com.br/index.htm
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No Dia Internacional da Mulher de 2007, o Site Lima Coelho, publicou dois Especiais no dia 8 de março com fragmentos da obra de duas celebridades da literatura mundial, na essência duas divas da literatura:
1. Mulheragem a Clarice Lispector; e
2. Mulheragem a Virgina Woolf
www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=49
Para celebrar o 8 de março de o Site Lima Coelho publicará várias “mulheragens”, numa demonstração de apreço e de solidariedade à luta das mulheres por direitos e cidadania. Mas é também uma maneira de agradecer a todas as mulheres que prestigiam o Site Lima Coelho enviando suas produções literárias, sugestões de matérias e escrevendo comentários.
8 de março – Dia Internacional da Mulher – Site Lima Coelho
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